Autor: ProdERGO

Revogação da MP 905

Com revogação da MP 905, Certificado de Aprovação para EPIs volta a valer

No dia que perderia sua validade, 20 de abril, a Medida Provisória 905/2019, que instituía o Contrato de Trabalho Verde e Amarelo e alterava a legislação trabalhista, foi revogada pelo Governo Federal a pedido do Senado, que alegou necessidade de mais tempo para os debates em torno do assunto. O que não for reeditado, deverá ser incorporado em MPs já em tramitação ou em projeto de lei autônomo a ser apresentado. Antes disso, a MP 905 já havia passado pelo Plenário da Câmara dos Deputados no dia 15 de abril com a omissão da alteração do Artigo 167 da CLT, que extinguia a necessidade de indicação do Certificado de Aprovação do governo federal para venda ou utilização do EPI (Equipamento de Proteção Individual). O CA, portanto, voltou a ser uma exigência até segunda ordem.

Independentemente do que ocorra daqui para a frente no que diz respeito ao CA, a Animaseg (Associação Nacional da Indústria de Material de Segurança e Proteção ao Trabalho) já está em contato com a Secretaria Especial de Previdência e Trabalho para acordar os próximos passos com o objetivo de manter o setor organizado, evitando mais turbulência e insegurança. “A Animaseg já enviou uma proposta para a Secretaria de Trabalho sobre o que pode ser feito daqui para frente e vamos negociar”, afirma o diretor executivo da entidade, Raul Casanova Júnior, sem adiantar detalhes.

Segundo ele, o Registro Animaseg, criado após a extinção do CA pela MP 905 como uma ferramenta para concentrar as informações sobre os EPIs, continuará existindo independentemente da volta do CA, uma vez que já está funcionando e tem mais de 400 RAs emitidos. “Talvez a gente tenha que fazer alguma adaptação. Precisamos sentar junto com a Secretaria e definir essa interação”, comenta.

MOMENTO

Para Raul, não houve motivo técnico para a retirada do Artigo 167 da MP 905 pela Câmara, uma vez que não havia pressão de nenhum lado para isso. Nem mesmo da Animaseg, que, embora defendesse algumas mudanças no texto, não se opôs à manutenção da proposta de que o EPI só poderia ser posto à venda ou utilizado mediante avaliação com base em regulamento técnico expedido pelo Inmetro (Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia), cabendo à Secretaria Especial dispor sobre a regra de transição para avaliação do mesmo até a regulamentação pelo Instituto.

Para a Associação, no entanto, melhor seria retirar a palavra Inmetro do texto, sugerindo que o EPI só poderia ser posto à venda ou utilizado com a indicação de avaliações realizadas por meio de laudos de ensaio ou certificados de conformidade emitidos por laboratórios ou órgãos de certificação credenciados pela Secretaria de Trabalho, sendo as regras para avaliação elaboradas dentro do CB 32 (Comitê Brasileiro de Equipamentos de Proteção Individual) da ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas). A ideia, segundo Raul, era ampliar o leque de opções além do Inmetro, porque, atualmente, somente cinco EPIs têm certificado de conformidade no âmbito do Instituto, ou seja, 11% do total, e esse processo de certificação levou em torno de 20 anos. “A gente não sabe se o Inmetro hoje tem agilidade maior ou menor para incluir o resto dos EPIs”, comenta.

 

Fonte: Revista Proteção

CTPP muda sistemática do trabalho de revisão das NRs durante pandemia

 

Orientações sobre a sistemática de trabalho da Comissão Tripartite Paritária Permanente e demais grupos de trabalho envolvidos nas revisões das Normas Regulamentadoras de SST durante a pandemia do Covid19 foram divulgadas por meio de ofício assinado pelo secretário de Trabalho e presidente da CTPP, Bruno Dalcolmo. O documento, encaminhado no dia 13 de abril às partes interessadas, foi elaborado após discussões prévias das coordenações de bancadas e consensado durante a 2ª Reunião Extraordinária da Comissão dias 7 e 8 de abril por videoconferência

Conforme as definições, os trabalhos do Grupo de Trabalho Tripartite de revisão da NR 32 (Serviços de Saúde) serão postergados para agosto e a CTPP acompanhará mês a mês a evolução da pandemia, podendo tal data sofrer alteração. Já os trabalhos dos GTTs das NRs 10, 29 e 30 serão iniciados/retomados por meio de reuniões bipartites, por videoconferência, após o dia 20 de abril. Após, os coordenadores dos grupos irão acordar sobre a realização das reuniões tripartites.

Por sua vez, a bancada de governo agendará reuniões bipartites por videoconferência nas próximas duas semanas para buscar uma aproximação das propostas de trabalhadores e empregadores quanto ao processo de revisão das NRs 4 (SESMT) e 5 (CIPA), que já se encontram na etapa de discussão no âmbito da CTPP. Na sequência, as propostas serão novamente pautadas para discussão na CTPP.

HARMONIZAÇÃO

Quanto aos outros temas da agenda da Comissão, especialmente aqueles relacionados à necessidade de harmonização das demais NRs com o conjunto normativo que reúne as novas NRs 1 (Disposições Gerais e Gerenciamento de Riscos Ocupacionais), 7 (PCMSO) e 9 (Avaliação e Controle das Exposições Ocupacionais a Agentes Físicos, Químicos e Biológicos), o governo irá elaborar as respectivas notas técnicas explicativas, detalhando as propostas, e encaminhará à Comissão. Na sequência, serão feitas reuniões bipartites por videoconferência para explicar as propostas e, a seguir, pautados os temas na CTPP. Em relação aos temas novos, como limpeza urbana, os Grupos Técnicos de governo darão sequência aos trabalhos e, na sequência, apresentarão às representações de empregados e empregadores.

O documento registra, ainda, que as deliberações somente ocorrerão em ambiente tripartite. E, por fim, solicita o empenho das confederações empresariais e centrais sindicais representadas na CTPP na divulgação das orientações gerais e setoriais elaboradas pela SIT/STRAB (Subsecretaria de Inspeção do Trabalho/Secretaria de Trabalho) disponíveis no link https://enit.trabalho.gov.br/portal/index.php/covid-19-coronavirus, com medidas que visam prevenir/diminuir o contágio da novo coronavírus e promover a adoção de medidas protetivas aos trabalhadores.

BANCADAS

O coordenador da bancada patronal da CTPP, Clovis Queiroz (CNSaúde), afirma que as definições sobre a sistemática de trabalho durante a pandemia foram consenso entre as três bancadas. “Não houve divergência alguma”, ressalta. Conforme o representante da bancada de governo, o auditor fiscal e engenheiro de Segurança do Trabalho Luiz Carlos Lumbreras Rocha, a ideia é dar andamento às revisões priorizando, nesse momento de reuniões não presenciais, os pontos em que não há os impasses para os quais o debate presencial se faz necessário. “Estamos tentando dar continuidade às discussões previstas na agenda e nos adaptar a esse momento. Mas o que foi decidido agora pode mudar a qualquer momento. Cada dia é um dia”, comenta.

O coordenador da bancada dos trabalhadores, Washington Santos, o Maradona (UGT), concorda que há pontos polêmicos nas NRs que não podem ser definidas por videoconferência no que diz respeito às revisões das NRs. Por outro lado, acredita que este é o momento para debater a NR 32. “A pandemia tem exposto a necessidade de maior planejamento e investimentos em SST no Brasil. As deficiências envolvem não só a falta de EPIs e de treinamento dos profissionais de saúde. O País precisa rever inclusive seu processo de produção, para não ficar na dependência dos produtos da China por exemplo”, avalia.

Maradona destaca a importância da CTPP como um canal de diálogo social que vem contribuindo para a evolução da SST no País e acredita que o trabalho da Comissão também será importante no momento de retomada após pandemia. “Temos as NRs. Então tem que haver um alinhamento muito forte entre empregadores, trabalhadores e governo para que a retomada seja harmoniosa. Nossa vida mudou de forma drástica. A gente vai ter que repensar uma série de coisas, seja no trabalho, seja na convivência, tudo. Nós teremos, de fato, que nos reinventar”, prevê.

 

Fonte: Revista Proteção

Cartilha atualizada com dicas para implantar NR-12 nas indústrias é lançada

 

Dedicada à segurança no trabalho em máquinas e equipamentos e que vem passando por alterações nos últimos anos, a NR-12 indica o que deve ser feito para preservar a segurança do trabalhador e evitar o risco de acidentes. Na última publicação do texto, feita por meio da portaria n° 976 de 30 de julho de 2019, foram feitas várias alterações para atender a nova concepção de máquinas mais modernas e processos mais ágeis.

O novo texto torna a compreensão e o entendimento menos burocráticos, facilitando o papel dos técnicos. Com isso, não se perde nada em conceitos técnicos, ficando a responsabilidade da apreciação de riscos e a adequação das necessidades da máquina como atribuição e responsabilidade do profissional legalmente habilitado.

Para divulgar essas modificações da norma, a Schmersal relança o seu ebook “Dicas para implantar a NR-12 na sua empresa”, que teve sua primeira edição lançada em 2018 e que esclarece as principais dúvidas sobre a implantação da NR-12.

De maneira didática e objetiva, o material detalha passo a passo de como implantar a norma e, assim, evitar acidentes com os operadores de máquinas e interdições durante as fiscalizações da Secretaria do Trabalho. A cartilha pode ser baixada gratuitamente no portal sobre NR-12 da Schmersal.

“A nova NR-12 de forma geral integra o Brasil aos mais atuais regulamentos técnicos internacionais de segurança em máquinas, não apenas mostrando como tornar uma máquina mais antiga segura, como também trazendo um guia completo às engenharias de como projetar e construir máquinas”, finaliza José Amauri Martins, especialista em NR-12 da Schmersal.

Fonte: Revista CIPA

“Governo moderniza normas para reduzir burocracia e aumentar segurança”

“Novas NRs 1, 7 e 9 foram assinadas nesta quarta-feira (11/3) pelo secretário especial de Previdência e Trabalho”

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

O governo deu novas redações para três normas regulamentadoras, que passam a garantir a segurança dos trabalhadores com medidas de prevenção de riscos ocupacionais e protocolos de ação em caso de exposição aos riscos. Assinados nesta quarta-feira (11/3) pelo secretário especial de Previdência e Trabalho do Ministério da Economia, Bruno Bianco, os documentos devem ser publicados no Diário Oficial da União (DOU) ainda esta semana.

Passaram pelo processo de revisão as normas regulamentadoras 1, de disposições gerais; 7, que trata do Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional, e a 9, do Programa de Prevenção de Riscos Ambientais. Os textos foram simplificados para facilitar a compreensão dos empregadores e a burocracia foi reduzida. Com as inovações, também deve ocorrer redução de custos para os empregadores.

Nos três casos, os novos textos têm prazo de um ano para entrarem em vigor. Até lá, seguem valendo as regras antigas. Todas as mudanças passaram pela Comissão Tripartite Paritária Permanente (CTPP), formada por representantes do governo, dos empregadores e trabalhadores.

Inclusão e redução de custos

Das três normas, a NR1 é a única que já havia sido completamente revisada e publicada com nova redação ainda no ano passado. O texto foi atualizado para a inclusão do Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR), um marco de modernização na área da prevenção de doenças ocupacionais e acidentes, que trará benefícios a todos.

A partir da criação do PGR, todos os segmentos da economia farão seus planos de acordo com as diretrizes estabelecidas na NR 1, independentemente da área com a qual a empresa trabalha. Isso acaba com a duplicação de planos de prevenção, diminui a burocracia e deixa mais claras as regras que devem ser seguidas.

Para ajudar micro e pequenos empresas e microempreendedores individuais (MEIs), o Ministério da Economia lançará ferramentas online para ajudar os setores na elaboração do PGR. O sistema deve estar em funcionamento no prazo de um ano, que é o tempo estabelecido para o programa entrar em vigor.

Outra vantagem é que o PGR reduzirá custos, pois não precisará mais ser renovado todos os anos, como ocorre hoje com o Programa de Prevenção de Riscos Ambientais (PPRA). Os empregadores precisarão refazer o plano a qualquer momento sempre que houver mudanças no ambiente de trabalho. Se não ocorrer mudanças, a avaliação de riscos deverá ser revista: a cada dois ou três anos para empresas que tenham certificações em sistema de gestão de Segurança e Saúde no Trabalho, um incentivo para quem adota boas práticas.

Saúde ocupacional

Todas as mudanças efetivadas na NR 7 foram feitas para adequar as exigências ao objetivo principal da norma, que é a saúde ocupacional dos trabalhadores. Uma das alterações, por exemplo, diz respeito aos exames médicos que não necessariamente têm relação com o trabalho do empregado. A partir da mudança, devem ser exigidos apenas exames que avaliem questões de saúde relacionadas ao trabalho exercido pelo empregado na empresa, o que reduzirá custos.

Outra medida importante diz respeito à prevenção. Estão sendo elaborados anexos com protocolos de medidas que devem ser adotadas pelos empregadores para o caso de riscos ocupacionais, como exposição à poeira, a substâncias químicas cancerígenas, radiações ionizantes e trabalho em condições hiperbáricas, como de atividades de mergulho. Esses protocolos criam padrões de procedimentos que garantem a segurança dos trabalhadores e dão mais clareza aos empregadores para que eles saibam exatamente como agir em situações de risco ocupacional.

NR 9

Com a inclusão do Programa de Gerenciamento de Riscos na NR 1, o PPRA descrito na NR 9 deixa de existir. Por causa disso, a nova norma passa a tratar especificamente da metodologia para a avaliação da exposição aos agentes ambientais químicos, físicos e biológicos, como poeira, ruído, calor e radiação, por exemplo.

O texto explica sobre como identificar os agentes e quais os métodos a ser adotados para fazer a avaliação e o controle de cada um deles. Os parâmetros que devem ser usados para medir as quantidades aceitáveis e nocivas aos trabalhadores estão sendo especificados nos anexos da norma. Dois deles já passaram por revisão – são os casos dos anexos de calor e de vibração. Os demais estão passando por revisão, trabalho que deve ser concluído até o final deste ano.

Modernização das NRs

Desde fevereiro de 2019, quando o trabalho de modernização foi iniciado, além das NRs 1, 7 e 9, já foram totalmente revisadas também a NR 3, sobre embargo e interdição; NR 12, de segurança do trabalho em máquinas e equipamentos; NR 18, que trata das condições e meio ambiente de trabalho na indústria da construção; NR 20, sobre inflamáveis e combustíveis; NR 24, que trata das condições de higiene e conforto nos locais de trabalho, e NR 28, de fiscalização e penalidades.

A NR 2, sobre inspeção prévia, foi revogada. Houve ainda revisão do anexo sobre calor da NR 15 e do item sobre periculosidade do combustível para consumo próprio da NR 16.

 

Fonte: http://www.economia.gov.br/noticias/2020/marco/governo-moderniza-normas-para-reduzir-burocracia-e-aumentar-seguranca

 

Regulamentar a Profissão Ergonomista

IDEIA LEGISLATIVA 💡

 

Já somos em muitos. Temos até uma Associação influente internacionalmente, mas a profissão não é regulamentada. Muitos Fisioterapeutas atuam como Ergonomistas, mas a conflitos quanto a carga horária semanal, que para os fisioterapeutas não pode ser superior a 30 horas.

 

Ergonomia é uma ciência multidisciplinar. Temos vários cursos de pós graduação no Brasil. As empresas hoje contratam esses profissionais com cargos “errados” pela falta da regulamentação da profissão. EUA, Europa e Japão já é regulamentado a décadas. Precisamos regulamentar a Profissão Ergonomista, com carga de trabalho igual a Engenharia e áreas afins.

 

Fonte: https://www12.senado.leg.br/ecidadania/visualizacaoideia?id=133304&fbclid=IwAR0UmoFzbW_p_ppYVxsuMUVqRTtIxp26mqbmrOWKgA8SW1iTIvje9oJTjUg

Novo eSocial: divulgada versão Beta do leiaute simplificado

Versão Beta está disponível para conhecimento dos desenvolvedores e usuários. Veja os principais pontos e regras que foram flexibilizados para facilitar ainda mais a prestação de informações pelos empregadores.

 

O eSocial vem passando por um processo de simplificação, inclusive para cumprimento do disposto na lei 13.874/19. A simplificação foi prevista para ocorrer em duas fases: a primeira foi feita pela flexibilização de campos e eventos; e a segunda, pela publicação de novo leiaute com redução do número de campos, eliminação de duplicidade de informação, foco na substituição de obrigações, e não exigência de informações já constante nas bases de dados governamentais.

O trabalho de simplificação buscou preservar o máximo possível os investimentos já realizados pelos empregadores, mas trouxe efetiva facilitação na forma da prestação das informações.

Veja os principais pontos da simplificação:

  • Redução do número de eventos;
  • Expressiva redução do número de campos do leiaute, inclusive pela exclusão de informações cadastrais ou constantes em outras bases de dados (ex.: FAP);
  • Ampla flexibilização das regras de impedimento para o recebimento de informações (ex.: alteração das regras de fechamento da folha de pagamento – pendências geram alertas e não erros);
  • Facilitação na prestação de informações destinadas ao cumprimento de obrigações fiscais, previdenciárias e depósitos de FGTS;
  • Utilização de CPF como identificação única do trabalhador (exclusão dos campos onde era exigido o NIS);
  • Simplificação na forma de declaração de remunerações e pagamentos.

O novo leiaute é fruto do trabalho conjunto da Secretaria Especial de Previdência e Trabalho – SEPRT e da Secretaria Especial da Receita Federal do Brasil – RFB, conforme previsto na Nota Técnica Conjunta SEPRT/RFB nº 01/2020, que contempla o modelo de gestão do eSocial entre as duas Secretarias Especias, a ser formalizado pela alteração da Portaria nº 300, de 13 de junho de 2019.

A SEPRT e a RFB, em cooperação fundada nesse modelo de gestão conjunta, divulgam a versão Beta do leiaute do novo eSocial, ajustado de forma a facilitar o processo de modernização e simplificação do sistema, tornando o compartilhamento de informações e a execução de procedimentos relacionados ao desenvolvimento, implantação e manutenção do sistema mais célere, o que resultará em maior segurança jurídica para os usuários do sistema favorecendo, em última instância, o ambiente de negócios no país.

As Secretarias Especiais ressaltam que esta publicação se trata de versão Beta do leiaute, e que está sujeita a ajustes e correções até a publicação da versão final oficial.

 

Fonte: http://portal.esocial.gov.br

 

Link para download

Leiautes do Novo eSocial v1.0 Beta – Anexo I – Tabelas

Revisão da NR 17 avança com alguns impasses

A NR 17 (Ergonomia) foi o tema central da reunião dos dias 5 e 6 de fevereiro na reunião da Comissão Tripartite Paritária Permanente) em Brasília/DF após três rodadas anteriores de intensas discussões do Grupo de Trabalho Tripartite. “É uma norma um pouco mais difícil de negociação e de concretização em um texto, porque trata de um tema mais complexo, em que não basta definir A ou B, como, por exemplo, no caso de uma exposição a um risco químico ou físico”, observa o auditor fiscal Mauro Müller, que coordenou a equipe de governo do GTT da norma.

Segundo ele, nesta reunião da primeira semana do mês, a CTPP conseguiu consensar a maior parte dos itens que tinham ficado pendentes e estava prevista ainda para esta semana uma reunião dos coordenadores das bancadas para tentar avançar mais nos pontos ainda pendentes antes de se chegar a um possível arbitramento da Secretaria de Trabalho. Mauro complementa que a previsão do Governo é que a nova NR 17 entre em vigor juntamente com o novo normativo de GRO (Gerenciamento dos Riscos Ocupacionais) e as novas NRs 7 (Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional) e 9 (Agentes Ambientais) por também se tratar de uma norma de repercussão geral e, portanto, para dar coerência e harmonização ao sistema normativo.

TEMAS

Mauro adianta que, em linhas gerais, a nova NR 17 mantém os mesmos cinco temas de condições de trabalho já tratados na norma: organização do trabalho; movimentação manual de cargas; mobiliário dos postos de trabalho; máquinas, equipamentos e ferramentas manuais; e a parte de conforto no ambiente de trabalho. A principal novidade, segundo ele, é o capítulo que trata da sistemática de avaliação dos fatores de riscos ergonômicos, que passa a ter duas etapas: a Avaliação Ergonômica Preliminar e a Análise Ergonômica do Trabalho.

A avaliação preliminar diz respeito à avaliação inicial na qual a empresa vai ter liberdade para selecionar a ferramenta a ser utilizada para fazer esse levantamento de adaptação das condições de trabalho às características psicofisiológicas do trabalhador. “É quando serão levantados todos os fatores relacionados às condições previstas na norma e, a partir dessa avaliação, já é possível adotar as medidas de prevenção, sejam as previstas na NR 17, sejam outras que a empresa considerar importantes como medidas de prevenção”, ressalta. Numa segunda etapa, se forem detectadas inadequações ou insuficiência dessas medidas ou, então, se for necessário fazer um estudo mais aprofundado das condições de trabalho, deve ser feita a AET. “A Análise Ergonômica do Trabalho passa a ser obrigatória somente nos momentos em que seja necessária uma análise mais aprofundada das condições de trabalho”, destaca.

Outro ponto da NR 17 destacado pelo auditor fiscal e que está relacionado a outras NRs revisadas é o que prevê que a AET pode ser sugerida pelo PCMSO ou pelo próprio médico do Trabalho da empresa a partir de acompanhamento epidemiológico que constate maior número de acidentes ou adoecimentos em determinadas atividades. “Outro gatilho importante previsto é em relação à análise de acidente e de doenças, agora uma obrigação que consta no GRO. Quando essa análise da própria empresa prevista no GRO indicar uma causa relacionada aos fatores ergonômicos, também vai ser necessária uma AET, ou seja, essa análise mais aprofundada”, complementa.

Na avaliação de Mauro, as mudanças na parte da avaliação dos riscos ergonômicos trarão benefícios para a prevenção na área de Ergonomia. “Diferentemente do texto de hoje, que exige que a AET, que envolve custos e é um processo mais demorado e complexo, seja sempre feita, o novo texto permite que as medidas de prevenção já sejam adotadas a partir da avaliação preliminar, resguardados, é claro, aqueles casos que precisam de uma análise mais aprofundada, que vai demandar realmente uma AET”, afirma.

RISCO PSICOSSOCIAL

Quanto à demanda da bancada dos trabalhadores que dizia respeito à inclusão de um capítulo sobre os riscos psicossociais na NR 17, Mauro relata que, após diálogos, houve consenso entre as três bancadas para que o assunto seja melhor estudado antes de qualquer tomada de decisão. Foi, então, estabelecido um cronograma que inclui a criação, pela CTPP, de um grupo de estudos em março, audiência pública em julho e apresentação de resultados dos estudos em novembro.

“Esse grupo de trabalho vai ser tripartite, mas a ideia é que seja formado por representantes técnicos capazes de aprofundar a matéria, trazer, também, a experiência de outros países, para que se possa escolher quais são os melhores caminhos para se tratar esse importante tema, seja em forma de normativo, seja em forma de campanha, como a Canpat (Campanha Nacional de Prevenção de Acidentes do Trabalho), ou de um guia. Vai depender do trabalho desse grupo de estudos”, observa.

 

Fonte: Redação Revista Proteção

Trabalhar sentado pode ser tão prejudicial quanto fumar!

Mesmo com um regime diário de exercícios, os pesquisadores agora dizem que sentar durante a maior parte do dia pode ser fatal no longo prazo, e estão até fazendo comparações como “sentar é o novo cigarro”.

Quanto mais tempo uma pessoa passa sentada, mais propensa ela se torna a desenvolver problemas crônicos como diabetes e doenças cardiovasculares, além de outras condições adversas para a saúde. Incluindo aí uma chance maior de morrer de forma prematura, mesmo se tiver o hábito de se exercitar regularmente.

Trabalhar sentado engorda e faz mal para o coração

Outras pesquisas sugerem que o açúcar e a gordura são metabolizados de forma diferente quando estamos sentados. E é exatamente isso que faz aumentar os riscos de desenvolver diabetes, obesidade ou problemas do coração.

Permanecer sentado por períodos prolongados induz alterações bioquímicas na atividade de uma enzima chamada lipase lipoproteica. Sua função normalmente é ajudar os músculos a eliminar gorduras da corrente sanguínea.

Mas quando ficamos muito tempo sentados, esta enzima simplesmente “desliga”. O que faz com que a gordura no sangue se acumule toda em certas partes do corpo que tendem a formar depósitos. Ou seja: mais gordura e menos músculos.

Além disso, você queima 30% mais calorias quando está em pé do que quando está sentado. Se somarmos os dias, meses e anos em que a pessoa permaneceu sentada, é possível imaginar a quantidade de quilos adicionais que ela acumulou devido a isso. O que leva, invariavelmente, a um risco maior de desenvolver doenças crônicas.

Os riscos ergonômicos de trabalhar sentado

Quem quer que tenha passado um longo período nessa posição já percebeu que trabalhar sentado causa dor nas pernas, dor nas costas e outros tipos de incômodos posturais.

Isso ocorre porque, quando nos sentamos, geralmente temos a tendência de nos inclinarmos para a frente, o que acaba resultando uma curvatura inadequada da coluna. Isso acontece especialmente em funcionários de escritório, por exemplo.

Ficar sentado provoca uma pressão desigual em algumas partes do corpo, forçando a coluna, os músculos e as articulações. Além disso, pelo fato da pessoa estar encurvada, os pulmões têm menos espaço para se expandir. Isso torna a respiração limitada, reduzindo o volume de oxigênio na corrente sanguínea.

Isso inclui uma redução nos níveis de irrigação do cérebro, condição essencial para manter a concentração e a produtividade no trabalho. Isso explica por que o indivíduo vai se tornando cada vez menos produtivo ao trabalhar sentado por um longo período de tempo.

Outro problema ocorre porque, ao sentarmos, acabamos comprimindo alguns tecidos na região dos glúteos e das coxas. Permanecer muito tempo sentado corta a circulação nessas áreas, causando inchaço nas extremidades inferiores do corpo.

Quem trabalha sentado vive menos?

Ao menos é o que aponta um estudo desenvolvido por pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) e na Universidade Federal de Pelotas (UFPel). Eles compilaram artigos e inquéritos da Organização Mundial da Saúde sobre o tempo médio de permanência sentado em 54 países e relacionaram esses dados com uma meta-análise publicada na revista científica PLoS ONE.

Como resultado, chegou-se à conclusão de que até 4% de todas as mortes no mundo (ou seja: cerca de 433 mil óbitos por ano) poderiam ser evitadas se as pessoas ficassem três horas a menos sentadas.

Segundo Leandro Rezende, do Departamento de Medicina Preventiva da Faculdade de Medicina da USP e um dos autores da pesquisa, ficar sentado por quatro horas diariamente aumenta o risco de morte em 2%. Se forem cinco horas diárias, esse risco sobe para, 4%. Com seis horas horas sentado o risco é de 6%, e com sete horas, 8%.

A partir daí o risco aumenta consideravelmente: com oito horas diárias é de 13% e com nove horas chega a assombrosos 18%!

7 dicas para reduzir o tempo sentado

A seguir sugerimos algumas práticas simples para reduzir os danos à saúde ao trabalhar sentado ou permanecer muito tempo nessa posição. Confira:

• A cada meia hora de trabalho, faça pausas de um a três minutos para levantar e permanecer em pé.

• Programe o alarme do celular ou do computador para avisá-lo a cada meia hora.

• Para cada 20 minutos sentado, devemos ficar de pé por oito minutos e em movimento por ao menos dois minutos.

• Procure ficar de pé ou se exercitar enquanto estiver vendo TV ou fazendo outra atividade que permita ficar nesta posição.

• Fique em pé ou caminhe quando estiver falando ao telefone.

• Determine metas possíveis de alcançar e vá aumentando aos poucos. Por exemplo, você pode reduzir 15 ou 20 minutos do tempo em que passa sentado diariamente e a cada semana tentar aumentar um pouco esse tempo. O objetivo é cortar de duas a três horas de tempo sedentário no dia, incluindo o tempo fora do ambiente de trabalho.

• MEXA-SE durante todo o dia, todos os dias. Lembre-se que fazer uma hora diária de exercícios é ótimo mas não vai compensar os danos causados pelo tempo que você passou sentado. Movimentos frequentes e variados durante o dia ajudam a neutralizar esses danos.

 

Fonte: https://www.revistasaberesaude.com/trabalhar-sentado-pode-ser-tao-prejudicial-quanto-fumar/

ProdERGO Assessoria e Desenvolvimento de Ergonômicos Ltda
Rua Dr. Epitácio Pessoa, n°242 - Jd. Sta.Francisca - Guarulhos / SP - Cep 07013-040
Tel.: (11) 2409-7582 | 2409-6406
E-mail: info@prodergo.com.br
Skype: Depto Comercial_ProdERGO